Controle a diabetes em onze passos

Veja essas dicas especialíssimas para controlar a diabetes e ainda ficar em ótima forma.

1. Aposte no Índice Glicêmico Quem quer afastar o diabete e ainda manter a obesidade a distância deve ficar de olho no IG, ou índice glicêmico.
Esse índice tem relação com a velocidade da digestão da glicose e com a sua entrada nas células.
Para descobrir esse número, os especialistas observam o seguinte: se depois de comer algo ocorre a elevação rápida nos níveis de açúcar em circulação, é sinal de que o alimento está entre os itens de alto valor glicêmico.
Guloseimas à base de farinha refinada são legítimas representantes desse time.

Já os alimentos lotados de fibras são considerados de baixo índice glicêmico.
Não levam o açúcar para as alturas nem dão aquela vontade incontrolável de cair de boca nos doces o tempo todo.
Trocar uma massa feita com farinha refinada por outra integral, por exemplo, faz com que a glicose fique mais estável na corrente sanguínea.
Tudo se passa sem atropelos, o que garante saciedade e mantém a balança em dia.

2Fracione as refeições Os especialistas recomendam não passar mais de três horas sem comer.
Mas espera aí!
Aumentar o número de refeições ao dia não significa se entupir de comida, e sim intercalar pequenas porções de lanches balanceados entre o café da manhã e o almoço e entre o almoço e o jantar.
Exemplos: 1 fatia de pão de aveia com 2 colheres de queijo cottage + 1 pera.
Ou um cappuccino light com 2 biscoitos água e sal. Ou ainda 1 copo de iogurte desnatado e uma barra de cereal.

Quando a barriga fica vazia por muito tempo, a tendência é o exagero à mesa.
Então, conforme chega aquele monte de comida, sobem os níveis de glicose no sangue.
Para botar todo esse açúcar nas células, se faz necessário um caminhão de insulina.
E quem é que produz todo esse hormônio?
O pobre pâncreas, que tem de trabalhar em dobro. Só que a fadiga da glândula favorece o diabete.
Se o organismo for suprido de forma fracionada, no entanto, a glicose vai cair devagar na circulação e será absorvida na medida certa, sem sobrecarregar ninguém.

3Acerte nas combinações de alimentos que não disparam a glicose Um vitaminado copo de suco de frutas no meio da tarde é uma delícia.
Agora, se ele vier acompanhado de uma fatia de queijo magro, tanto melhor.
Está aí um belo truque para afastar a fome — especialmente aquela que faz o corpo pedir algo doce.
A combinação de boas fontes de carboidratos ou açúcar — caso das frutas, dos pães e dos biscoitos — com itens cheios de proteína, como os laticínios, desacelera a digestão.
Assim, a absorção da glicose se torna mais lenta e a energia é disponibilizada aos poucos.

Invista em fontes de proteína magra, como a ricota e o peito de peru.
Aposte no pão de centeio e em vegetais como o tomate.
E varie o suco de laranja com o de morango, abacaxi, melão…

4Coma mais e mais fibras Está mais do que comprovado que essas substâncias combatem a obesidade e o açúcar nas alturas.
Um dos motivos é que elas tornam o processo digestivo mais demorado, contribuindo para a saciedade.
Ou seja, os ataques à bombonière são bem menos frequentes.
Para completar, esses nutrientes tendem a aparecer em alimentos que somam poucas calorias: frutas, leguminosas, aveia, verduras, grãos e farelos.

A dica é incrementar o café da manhã com cereais integrais, lotar o prato de saladas de folhas cruas no almoço e no jantar, devorar frutas nos lanches e nas sobremesas.
E não se esqueça de que casca e bagaço são pra lá de fibrosos e devem ser consumidos sempre que possível.

5Não exagere nas gorduras Quando sobra gordura no prato, o corpo engorda.
E, quando o corpo engorda, o indivíduo tende a sentir mais vontade de devorar opções açucaradas.
Por causa desse ciclo vicioso, é necessário reduzir tanto o consumo de doces como o de frituras se a intenção for equilibrar as taxas de insulina –– aquele hormônio que bota a glicose para dentro das células.

A gordura é um dos grandes responsáveis pelo acúmulo de tecido adiposo na região abdominal, e alguns estudos mostram que a cintura larga tem estreita relação com a fabricação de um monte de substâncias, entre as quais — isso mesmo! — a insulina.
A desordem provocada pela gordura abdominal na produção desse hormônio confunde o organismo e, acredite, detona o desejo por doces.
Então, a sábia dica de não abusar de receitas gordurosas deve ser levada muito a sério.

6Fique esperto na hora de escolher um doce Apesar da ameaça em potencial, você não precisa se privar do prazer de visitar uma loja de doces.
É melhor se deliciar numa doceria do que estocar guloseimas em casa.
Mas não se perca diante das opções tentadoras.
Prefira algo sem chantilly.
E não se iluda com as sobremesas diet.
Apesar de não conter açúcar, elas podem trazer gordura aos montes.
Além de entupirem as artérias, as moléculas gordurosas se transformam em glicose no sangue, pondo em risco a saúde de todo mundo, diabético ou não.

É melhor comer um doce convencional.
Convide um amigo para ir com você à loja e divida aquele pedaço de bolo.
Dê preferência a porções pequenas.
Até mesmo se o objeto do desejo for compotas de frutas, que podem vir carregadas de açúcar.
Duas últimas dicas: após o almoço, com a barriga cheia, a avidez por doce é menor e pedir água para acompanhar a guloseima ajuda a dar a sensação de saciedade.

7Saiba o que deve chamar a atenção no rótulo Não caia na ilusão de que um alimento light ou diet é mais magro.
O produto dietético, por exemplo, tem que estar isento de alguma substância, que pode ser sódio, proteína ou, claro, até glicose.
No entanto, se a restrição é o açúcar, o doce pode acabar mais calórico.
É que a retirada da sacarose da fórmula costuma levar junto parte do sabor e os fabricantes tentam muitas vezes compensar essa ausência com gordura.

Para os produtos light, que têm que apresentar a redução de 25% de algum ingrediente, vale a mesma atenção.
Veja na tabela nutricional se não ficou mais gorduroso.
Quando o produto é diet, verifique também se possui algum tipo de açúcar, como frutose ou glicose.
Claro que você deve deixar o produto na gôndola se busca evitar a substância.

8Use adoçantes com inteligência É preciso saber usá-los para não ficar com aquele gosto amargo na língua. A sacarina sódica é a mais indicada para bebidas quentes, como o cafezinho.
Em compensação, não cai bem em sucos, especialmente naqueles ácidos.
O que vai bem nesses casos é o aspartame.
Ele, por outro lado, é desastroso no calor.
Enquanto a sacarina resiste a temperaturas elevadas, o aspartame não só perde boa parte de sua capacidade de adoçar como ainda libera compostos tóxicos na bebida quente.

9Abuse dos sabores cítricos Aquele gostinho do adoçante pode ser mascarado ao adotar um macete bem simples na hora de preparar uma receita light.
Acrescente à massa do bolo, por exemplo, um pouco de raspas da casca de laranja, limão ou fava de baunilha.
O ácido cítrico presente ali sobressai ao amargo do edulcorante.
Tudo porque as papilas gustativas são mais sensíveis a sabores ácidos e apimentados.

10Beba com moderação A bebida alcoólica não é proibida, mas há que ter muita cautela no consumo, principalmente quando o paciente é diabético.
Isso porque o álcool é capaz de bloquear a liberação de glicose pelo fígado e assim levar à hipoglicemia, que causa tontura e fraqueza.
Além disso, cada grama de álcool fornece 7 calorias.
Só para comparar, os carboidratos oferecem 4 calorias na mesma porção.
Então, fique atento à dose.

Uma tulipa de cerveja, por exemplo, oferece 122 calorias, enquanto uma taça de vinho tinto, 86.
E, claro, vale ficar atento aos acompanhamentos para diminuir ainda mais o risco de engordar.
Substitua o amendoim pelos picles, por exemplo.

11 Capriche nos goles de água Quanto de água você já tomou hoje?
Se não tem ideia da resposta, é melhor começar a ficar atento, já que o líquido compõe de 60 a 75% do nosso peso e faz muitas coisas pelo organismo.
Para citar algumas: estabiliza a temperatura do corpo, transporta nutrientes para dentro das células e põe os produtos indesejáveis para fora.
Tudo isso sem fornecer uma única caloria.

Consulte um médico e ou nutricionista para adaptar a dieta ao seu organismo e estilo de vida.

Fonte: Revista Saúde

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