Distúrbios hormonais:
De acordo com João Pinheiro, médico e fisiologista, os metabolismos hormonal, energético e psíquico estão fortemente interligados. Desta forma, qualquer desequilíbrio entre eles pode desencadear o mecanismo formador de gordura. “Existem hormônios que formam gordura e aqueles que formam músculos (massa magra). O equilíbrio entre eles é fundamental“, destaca. Alterações na produção de prolactina, hormônio que regula a produção de leite e o ciclo mentrual da mulher, também prejudicam a boa forma.
Resistência à insulina:
Pessoas com essa alteração genética e metabólica não conseguem metabolizar os carboidratos (açúcares e massas) para produzir energia, então, eles são armazenados em forma de gordura. “Isso provoca um aumento na liberação de insulina pelo pâncreas, levando ao desenvolvimento da diabete tipo 2 e, posteriormente , de doenças como infarto do miocárdio e derrame“, alerta o disiatra.
Estresse:
O hormônio do estresse chamado de cortisol, age sobre os neurônios reduzindo o seu tamanho e impedindo que eles carreguem os estímulos internos e externos, o que provoca um grande desequilíbrio no corpo e na mente. “Esse processo favorece a formação de gordura em larga escala e em velociadade impressionante“, avalia o médico.
Hipotireoidismo:
Ocorre quando há uma redução da função da tireóide, responsável por regular o metabolismo. Segundo o endocrinologista Flávio Madruga, os sintomas são desânimo, retenção de líquidos, sonolência e queda de cabelo, além da dificuldade para emagrecer. Os exames de sangue T3, T4, TSH a ultra sonografia de tireóide e o exame clínico dão um diagnóstico preciso.
Desequilíbrio na alimentação:
A nutricionista Vivane Pião de Oliveira Alves garante que toda carência nutricional pode impedir a perda de peso. “Nosso organismo funciona baseado em inúmeras reações químicas, que acontecem a todo o momento. Na falta de um nutriente relacionado à ativação de perda de gordura, este processo pode se tornar ineficiente, prejudicando o emagrecimento“, explica. A solução está em seguir um cardápio equilibrado, que contenha muitas frutas, legumes e vegetais, além de carboidratos e proteínas em quantidades moderadas.
Excesso de toxinas:
Além de uma alimentação saudável, é fundamental que o oreganismo funcione corretamente, em especial no que diz respeito à eliminação de toxinas. “Para isso, o fígado deve estar bem nutrido e sem sobrecarga“, avisa a nutricionista. Ela lembra que o intestino também é um órgão de controle do organismo e sua boa nutrição pode favorecer emagrecimento. O segredo está em uma dieta rica em fibras.
Outras Enfermidades:
- Diabete gestacional
- Pré eclâmpsia
- Pressão alta
- Ovários policísticos e cistos de ovários
- Doenças auto imunes
- Bronquite
- Lupus eritematoso sitêmico
- Doenças osteo articulares
“Esses problemas agravam a obesidade porque são tratados com corticóides e imunossupressores“, esclarece o médico João Pinheiro. “Alterações renais também aumentam a retenção de líquido, provocando o inchaço do organismo“, completa Flávio Madruga.
Como prevenir e tratar essas doenças
- Adote uma dieta balanceada, diminuindo as gorduras e os alimentos de índice glicêmico alto, como massas, doces, refrigerante e álcool. Prefira sempre que possível os produtos integrais.
- Pratique alguma atividade física compatível com seu perfil. “Em caso de alteração do sono, memória de curto prazo, distúrbio da atenção e concentração, com a presença de gordura abdominal localizada e estresse, são recomendados exercícios como neurofitness ou neurobiótica“, exemplifica Pinheiro. Ele reforça que o ideal é movimentar se de forma regular no mínimo 4 vezes por semana, com exercícios aeróbicos e musculação.
- Para o médico especialista em fisiologia, quanto mais individualizado for o acompanhamento médico, mais sucesso terá o tratamento. Ou seja, procure sempre um especialista e não tente se automedicar.
- Ele recomenda não usar anfetaminas em caso de estresse e insônia, o que anula os efeitos da atividade física e da dieta. “No cado de insônia grave, é preciso checar se existem alterações hormonais para a devida correção“, justifica.
Fonte: Revista Malu. Fev/08
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