Proteger-se corretamente do sol custa pelo menos R$ 51 por mês

Para evitar queimaduras, manchas na pele, envelhecimento precoce ou mesmo cânce de pele é necessário se proteger muito bem do sol.

Mas quem resolver seguir à risca as recomendações dos dermatologistas sobre o uso de protetor solar vai usar mais de três tubos do cosmético por mês, desembolsando pelo menos R$ 51, revela um cálculo realizado pelo G1 com base nas doses indicadas pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Segundo o grupo de especialistas, para ter uma proteção efetiva contra o sol deve-se usar meia colher de chá de protetor para a face, para o pescoço e em cada braço. Nas pernas, tronco e costas, a quantidade recomendada é de uma colher para cada parte (veja gráfico abaixo).

No total, uma cobertura completa com o filtro solar gasta cerca de 30 ml do produto. Quem quiser economizar e espalhar o creme demais corre o risco de se proteger pouco. Um estudo realizado na Universidade de São Paulo (USP) pelo dermatologista Sérgio Schalka mostra que um filtro solar de fator de proteção (FPS) 30 pode ter o efeito reduzido ao FPS 7 se for mal aplicado.

Todos os dias

A dermatologista Selma Cernea, Coordenadora da campanha Contra o Câncer de pele da SBD, recomenda que todas as pessoas usem protetor solar todos os dias pelo menos na face. Para quem toma sol ao caminho do trabalho, é importante proteger também as partes do corpo que ficam expostas, como braços ou pernas.

“Nós recomendamos que se use no mínimo fator de proteção 15. Abaixo disso, a proteção é pequena”, explica a médica. Ela ressalta que devem ser feitas reaplicações. “O filtro solar dura de duas a três horas. Se estiver transpirando muito ou estiver na água, esse tempo é menor.”

Peso no bolso

Passar tanto creme pode ser incômodo para a pele, mas atrapalha ainda mais no bolso. Considerando uma pessoa que trabalha ou vai à escola de camiseta durante o dia, pratica esportes ao sol uma vez por semana e vai à piscina ou à praia uma vez por mês, pode-se deduzir que o gasto mensal é de, no mínimo, R$ 51,61 (veja infográfico). Isso se a pessoa utilizar um protetor FPS 15 – os mais fortes são mais caros – comprando o mais barato do mercado, cujo frasco de 200 ml custa cerca de R$ 16.

Considerando a renda familiar por pessoa, que é de R$ 720 no Brasil segundo o IBGE, pode-se dizer que a proteção contra o sol consumiria 7% da renda das famílias brasileiras. A conta, contudo, fica mais apertada quando se pensa que metade das famílias tem uma renda per capita inferior a R$ 415. Nesse caso, os filtros solares corresponderiam a mais de 12% do seu orçamento.

Para a médica Selma Cernea, quem não tem condições de usar protetor solar deve se proteger com roupas e acessórios. “Tem que usar roupa de manga comprida, calça de manga comprida, chapéu, óculos, escuros, sombrinha”, aconselha.

Câncer de pele

Para quem já teve câncer de pele, o filtro solar é um gasto do qual não há como fugir. O produtor de cinema Thales Moraes, que descobriu a doença no final de 2009, conta que virou um “escravo” do cosmético. “Passo de duas em duas horas”, conta. Ele gasta cerca de R$ 50 por mês com protetor.

Thales não tem a pele extremamente clara e nem costumava abusar do sol, mas conta que só usava filtro solar quando ia à praia, como a maioria das pessoas. Sua vida começou a mudar quando uma pequena marca apareceu ao lado do nariz.

Fonte: G1

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