A existência de um tratamento clínico eficaz para a doença celíaca é o objetivo principal do médico e pesquisador Dr. Bob Anderson. Recentemente, ele iniciou em Melbourne, na Austrália, a primeira fase de ensaios clínicos para o desenvolvimento de uma vacina experimental para a doença.
Se o desenvolvimento da vacina bem como os esforços do Dr. Anderson e sua equipe para a sensibilização da opinião pública forem bem sucedidos, a necessidade de se seguir de forma rígida uma dieta isenta de glúten poderá tornar-se coisa do passado.
A primeira fase dos testes envolverá 40 voluntários portadores da doença celíaca, e tem como objetivo testar a segurança do uso da vacina em humanos; mais especificamente, o espectro de dosagem segura deverá ser determinado, bem como possíveis efeitos adversos. Se, ao decorrer de um ano, a Fase 1 for considerada bem sucedida, uma segunda fase experimental terá como objetivo testar a eficácia clínica da vacina.
A doença celíaca é uma desordem de natureza auto-imune do sistema digestivo, caracterizando-se por um ‘ataque’ do sistema imunológico à mucosa do intestino delgado em função da presença de glúten no organisms (uma proteína encontrada no trigo, centeio e cevada e aveia). Como resultado, pode haver uma ‘achatamento’ das vilosidades do intestino delgado – pregas verticais que aumentam a superfície de absorção de nutrientes pelo intestino – e nódulos que absorvem nutrientes.
Globalmente, estima-se que a doença afete a vida de mais de 6 milhões de pessoas na Europa, América do Norte e Austrália -, embora pelo menos 5 milhões desconhecem serem portadores. A longo prazo os riscos da doença celíaca não tratada incluem desnutrição, infertilidade, fraturas devido à osteoporose, insuficiência hepática e câncer. Atualmente, o único tratamento eficaz para a doença celíaca é a adoção de um dieta totalmente livre de qualquer vestígio de glúten.
“A idéia da vacina é gradualmente dessensibilizar o celíaco, a fim de que a ingestão de glúten seja gradualmente tolerada. Consequentemente, as vilosidades do intestino delgado poderiam se recuperar e absorver nutrientes de uma forma normal. Idealmente, isso significaria o fim da dieta sem glúten para pessoas com doença celíaca.”
Mais Informações :The Walter e Eliza Hall Institute of Medical Research
Fonte: Revista Vida sem Glúten e sem Alergias (www.vidasemglutenealergias.com)
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