Veja quais são os aliados na perda de peso

Óleo que vem do coco

Os benefícios associados ao consumo do óleo de coco são reconhecidos pela medicina ayurvédica na Índia há quase três mil anos. Em sânscrito, o coqueiro é chamado de kalpa vriksha, que significa “árvore que fornece tudo que é necessário para a vida”. No ano passado, a Universidade de Columbia e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) realizaram estudos que comprovaram a eficácia do produto como auxiliar na perda de peso. Sua ação proporciona, principalmente, diminuição da vontade de comer e menor acúmulo de gordura no corpo. De acordo com a nutricionista Christine Vogel, que comandou o estudo na UFRJ, isso acontece porque o óleo de coco é prontamente absorvido no intestino, vai logo para a circulação, chega ao fígado e produz energia. Quanto mais energia a gente produz de forma rápida, mais o nosso cérebro entende que chegou a hora de parar de comer. Além disso, o óleo é considerado termogênico, ou seja, aumenta o calor corporal e, com isso, a queima de gorduras. Christiane indica o consumo de duas colheres de sopa por dia. Prefira a versão extravirgem e use-a crua, para temperar a salada, por exemplo. O óleo de coco é vendido em casas especializadas por um preço que varia de R$ 12 a R$ 30 a garrafinha de 200 ml.

O grão da saúde

chia, grão fisicamente parecido com o gergelim (só que mais escuro), foi uma das principais fontes de alimentação dos povos andinos há mais de dois mil anos, sendo hoje cultivada principalmente no México e na Guatemala. Ao Brasil, chegou em outubro do ano passado. De acordo com a nutricionista Carolina Chica, da Pontifícia Universidade do Chile e que pesquisa o ingrediente há dez anos, seu principal valor nutricional é o ômega 3, além de proteínas, fibras e antioxidantes. “Entre seus benefícios, a chia ajuda a diminuir o colesterol ruim e contribui no aumento do colesterol bom”, diz ela. Além disso, estudos que comandou apontam outras vantagens do grão para a saúde: prevenção de problemas cardiovasculares, controle do diabetes, melhora da função intestinal e, o mais atrativo deles, prevenção da obesidade e controle de peso. “As fibras solúveis presentes na chia ajudam a formar um bolo alimentar que proporciona sensação de saciedade”, diz Carolina. O ômega 3 também cumpre um papel importante no controle de peso por sua característica anti-inflamatória. Alguns estudos apontam a obesidade como uma doença inflamatória, ou seja, as células ficam inflamadas e aumentam de tamanho. O ômega 3, por sua vez, age na correção desse problema e previne novas incidências.

A farinha do feijão

Foi no feijão branco que pesquisadores descobriram a faseolamina, substância capaz de inibir em até 20% a ação de uma enzima chamada alfa-amilase, que é responsável pela absorção dos carboidratos dos alimentos pelas células. Por isso ela é uma ótima opção para quem adora um pãozinho ou um belo prato de macarrão. Um estudo realizado na Universidade da Califórnia, nos EUA, comprovou a sua ação na perda de peso. Metade dos 50 voluntários obesos ingeriram o extrato desse alimento antes das refeições. Depois de oito semanas, essa turma perdeu, em média, 1,7 kg e apresentou uma taxa de triglicérides três vezes menor. Em outra pesquisa, da Faculdade da Medicina de Extremadura, na Espanha, a faseolamina foi capaz de reduzir o apetite em cobaias. Mas não adianta encher o prato de feijão branco. O efeito só é obtido com a ingestão da farinha desse alimento — encontrada em lojas de produtos naturais. Os especialistas costumam indicar uma colher de chá rasa diluída em água antes do almoço e do jantar. Eles garantem que não é boa ideia aumentar a porção para acelerar o emagrecimento, pois alguns efeitos colaterais podem aparecer. “Ela pode provocar diarreia”, diz o endocrinologista Alexandre Hohl, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional Santa Catarina. E atenção: as grávidas e pessoas com hipoglicemia não devem consumir a substância.

Erva nossa

Erva usada pelas tribos indígenas do Brasil para tratar infecções, como a de mordidas de cobra, a pholia negra ganhou fama recentemente como potente aliado na perda de peso por conta de uma pesquisa feita pela Universidade de São Paulo. Segundo os estudos, a planta provocaria um retardo no esvaziamento gástrico, fazendo com que a comida demore mais para passar pelo estômago e pelo intestino, garantindo a sensação de saciedade por mais tempo. “Concluímos que a perda de peso promovida pela erva é similar ao da Sibutramina”, disse a bióloga Maria Martha Bernardi, coordenadora da pesquisa, referindo-se a um dos mais populares inibidores de apetite, cuja venda passou a ser rigidamente controlada pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) há alguns meses. De acordo com Liliane Oppermann, nutróloga e médica ortomolecular, a pholia negra, na prática, reduz o tempo para a percepção de satisfação. “Ou seja, por menos que a pessoa coma ela já se sente satisfeita”, diz. Liliane afirma ainda que o produto tem efeito antioxidante — na prática: ajuda a retardar o processo de envelhecimento. “A planta possui substâncias que diminuem um processo oxidativo chamado glicação, como se fosse uma caramelização celular que endurece as células”, diz ela. Os estudiosos declaram que a Pholia negra não apresentou nenhum efeito colateral. Toma-se em forma de cápsulas, que são manipuladas em farmácias especializadas.

Fonte: Marie Claire

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